TOSCA de Giacomo Puccini

Libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa

Ópera em 3 Actos

Cantado em Italiano

 

Jan Wierzba, Direcção Musical

Otelo Lapa e Catarina Molder, Direcção Cénica

Francisco Lima da Silva, Nova versão orquestral

Otelo Lapa, Catarina Molder e Daniela Cardante, Espaço Cénico e Figurinos

Anatol Waschke, Desenho de Luz

Jorge Serigado e Ricardo Costa, Desenho de Som

Ensemble MPMP
Coro Nova Era Vocal Ensemble

 

Catarina Molder, Floria Tosca

Xavier Moreno, Mario Cavaradossi

Christian Lújan, Barone Scarpia

Luís Rodrigues, Sacristano

Nuno Dias, Angelotti

Rodrigo Carreto, Spoletta

Leandro Moreso, Sciarrone

 

Duração Aproximada: 2h00min M/12

Produção: Ópera do Castelo

 

O GRANDE THRILLER PUCCINIANO

Amor, política, intriga, traição, assassínio e suicídio. Ingredientes explosivos que tornam Tosca um paradigma do verismo italiano e um dos maiores êxitos do grande mestre da emoção Giacomo Puccini.

Com um enredo de autêntico livro policial, a Tosca de Puccini passa-se numa Roma ocupada, em que a vida dos opositores ao regime está por um fio. O pintor liberal Mário Cavaradossi, ajuda um amigo fugido da prisão a esconder- se e ama a cantora lírica Floria Tosca, cobiçada há muito pelo implacável chefe da polícia politica, o pérfido barão Scarpia.

Tosca é uma heroína moderna, que desde o início da ópera decide as suas acções e o seu destino. Cantora lírica, Tosca é corajosa, impulsiva e muito ciumenta, ama o pintor Mário Cavaradossi e por ele está disposta a tudo.

 

TOSCA HOJE

Não fazia sentido dar vida a uma Tosca de Puccini que repegasse num paradigma que já atingiu a perfeição, por intérpretes estratosféricos, evocando mais uma vez a habitual versão novecentista.

Este é um espectáculo que acontece durante o surto covid, com todas as limitações inerentes a estes tempos estranhos em que vivemos, onde se fazem restrições à liberdade individual, que aceitamos, quase sem pestanejar. Salva- nos a criatividade e a música.

Nesta nossa interpretação da história, reforçamos a actualidade das questões abordadas no libreto, o abuso de poder e corrupção, numa alusão clara à utilização dos cargos de poder para fins pessoais e menos lícitos, a aniquilação de quem não pensa como o poder estabelecido e os escândalos sexuais de uma determinada sociedade conservadora, que pratica “ públicas virtudes e vícios privados”. A utilização dos jovens pelo poder, fazendo-os marionetas de certa forma consentida, usados e abusados por tudo e por todos, evoca a situação actual dos estagiários e voluntários, que a tudo se sujeitam em troca de uma hipotética promessa de futuro: um emprego, como reza a cartilha da chamada “sociedade moderna liberal”.

 

Otelo Lapa e Catarina Molder