Quem somos
A Ópera no século XXI, reinventando-se
A Ópera do Castelo é uma das mais significantes e pioneiras estruturas de criação de ópera independente portuguesas. Formalizada em 2012, em actividade já desde a década anterior, dedica-se à criação de projectos inovadores com ópera para públicos diversificados, em formatos inovadores, incluindo o audio-visual.
Propondo novas abordagens do repertório tradicional, privilegiando projectos ‘site-specific’ sustentáveis, realizando encomendas a compositores e libretistas, apoiando a emergência de novos intérpretes e encenadores e o fortalecimento da ópera contemporânea em Português, desenhando e impulsionando festivais como pólos de dinamização cultural de escopo internacional, promovendo novos formatos no mercado audio-visual com ópera, para a trazer para mais próximo do mundo de hoje e para o centro da produção performativa contemporânea.
Liderada pela soprano, directora artística e produtora Catarina Molder, uma das mais incansáveis divulgadoras de ópera em Portugal, integrou cantores como Luís Rodrigues, Xavier Moreno, Rodrigo Porras Garulo, Kristina Stanek, Mads Wighus, Cátia Moreso, Christian Luján, Andeka Gorrotxategi, Darija Auguštan, maestros como Felix Krieger, Miguel Sepúlveda, Osvaldo Ferreira, Diogo Costa, Pedro Carneiro ou Jan Wierzba, encenadores como José Caldas, Michel Dieuaide, Carolina Bergeron, Lígia Roque, Miguel Loureiro, Olga Roriz, Tânia Carvalho, Sandra Faleiro, Mónica Garnel, Rui Horta, Tonán Quito, David Pereira Bastos e Daniela Kerck. tendo feitos encomendas a A. Delgado, E. Carrapatoso, L. Soldado, N. Côrte-Real, A. Chagas Rosa, Sara Ross, Ana Seara, Nuno da Rocha, Daniel Moreira entre outros. Apresentando-se em teatros tão diversos como São Luiz, CCB, TNDMII, Culturgest, Fundação Calouste Gulbenkian, Trindade, Viriato, Theatro Circo, TNSJ, Rivoli.
Para a renovar e fazer chegar a ópera todos os públicos, para além dos inúmeros espectáculos de ópera com repertório, cruzamentos e contexto variados, lançou no mercado áudio-visual a série televisiva Super Diva, ópera para todos, criada, escrita e apresentada por Catarina Molder para a RTP2, cuja primeira temporada ganhou em 2013 o Prémio SPA para melhor programa televisivo. Tendo as duas temporadas seguintes (2015 e 2018) sido co-produzidas pela Unitel e a terceira, também em versão inglesa em distribuição internacional, onde participaram os realizadores premiados João Vladimiro, Frederico Lobo e Luís Palito, assim como com estrelas do mundo da ópera como Antonio Pappano, Rolando Villazon, Sonia Yoncheva, Kristine Opolais, Magdalena Kozena, Gaelle Arquez e Renné Pappe, e a criação inédita do Twitter ópera, breves óperas em formato de curta metragem
Em 2020 em plena pandemia, inicia um novo Festival de Ópera em Lisboa, o Operafest Lisboa e Oeiras que finalmente colocou Portugal na Rota dos Festivais Internacionais de Ópera, com repetido sucesso nos anos seguintes, a caminho da sua sétima edição e trazendo uma vitalidade sem precedentes ao meio operático nacional. Desenvolvendo um trabalho pioneiro, amplamente reconhecido nacional e internacionalmente, tornou-se no maior evento operático nacional e a principal porta de entrada de novos públicos para a ópera em Portugal, assim como o palco principal de talento emergente em todas as instâncias da ópera: produção, técnica, direcção musical, composição, interpretação. Cruzando tradição e vanguarda nele foram apresentadas mais de 11 estreias absoluta estreias absolutas (de destacar Rigor mortis de Francisco Lima da Silva, Até que a morte nos separe e Prazer de Ana Seara, Minotauro de João Ricardo) , estreias nacionais (Labirinto de Gian-Carlos Menotti, Julie Philipe Boesmans Vanessa de Samuel Barber) e ópera de repertório (La Traviata de Verdi, Cavalleria Rusticana de Mascagni e Pagliacci de Leoncavallo, Carmen de Bizet, Suor Angelica de Puccini, Un Ballo in Maschera de Verdi, Madama Butterfly e Tosca de Puccini, Don Giovanni e A Flauta Mágica de Mozart e ainda Dido e Eneias de Purcell), para além de novos formatos (como a rave operática ou a performance), sendo já considerado um dos festivais europeus mais “fora da caixa.
No âmbito do Operafest lançou ainda o único concurso nacional de ópera contemporânea – Maratona Ópera XXI, responsável pela emergência de inúmeros talentos, de todas as áreas: compositores , libretistas, maestros, encenadores e cantores incidindo e fortalecendo aspectos distintos da produção operática, com a atribuição do prémio Carlos de Pontes leça.
De destacar a encomenda e produção da ópera “O Homem dos Sonhos” de António Chagas Rosa, a partir do conto homónimo de Mário de Sá- Carneiro, que teve a sua estreia absoluta em 2022 no Teatro São Luiz, seguindo em digressão e ainda a produção da sua versão em filme, em 2024 encarnada e realizada por Catarina Molder para a Rtp2, também em distribuição internacional, assim como a edição do seu CD e partitura pela Ópera do Castelo Edições.
Em Janeiro de 2025 lançou um novo festival da canção erudita para a revitalização do género – Liedfest, trazendo novas propostas cénicas e dramatúrgicas ao formato tradicional do recital de canto e piano
Presentemente encontra-se a lançar um novo projecto televisivo, Cortina Vermelha, uma série de ficção operática antológica criada por Catarina Molder para a RTP2 que marca a estreia absoluta da ópera neste género, com a realização de Carlos Conceição e a versão filme de A Flauta Mágica de Mozart, produzida no Operafest e a preparar a estreia absoluta da nova ópera de António Chagas Rosa “O Físico Prodigioso” a partir da novela homónima de Jorge de Sena.
Dêem uma hipótese à Ópera por Catarina Molder
No dia Mundial da Ópera – 25 outubro – fomos à Rua ver a percepção que a sociedade tem da Ópera!
E recolhemos a percepção de jovens que trabalham no sector sobre o seu presente e futuro!