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BALANÇO OPERAFEST LISBOA 2021

 

O OPERAFEST LISBOA 2021 com a direcção geral e artística da soprano Catarina Molder, produzido pela Ópera do Castelo em co-produção com o Museu Nacional de Arte Antiga, levou a emoção da ópera, “lavando a alma” com uma programação que conjugou lágrimas mistério e utopia, que chegou directamente a 3700 pessoas, com plateias reduzidas a 50%, num segundo ano de existência ambicioso e inovador, mas extremamente duro e arriscado sempre assombrado pela pandemia!

Com ampla cobertura mediática, foi o único evento que trouxe ópera encenada a Lisboa durante 2021, de 20 de Agosto a 11 de Setembro passado, no cenário de sonho do Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga, com produções todas em estreia, elogiado pela crítica internacional “Coragem, audácia, imaginação:  qualidades que devíamos encontrar mais frequentemente nas prestigiadas Instituições musicais, são perfeitamente encorpadas no jovem festival Operafest Lisboa”, in Première Loge.

Apresentou  “Madama Butterfly” de Puccini, encenada pela coreógrafa Olga Roriz que esgotou uma semana antes da estreia e suscitou grande entusiasmo do grande público, trouxe ainda “A Médium”, a ópera mais aclamada de Gian-Carlo Menotti de volta a Lisboa passados mais de 40 anos, com a estreia na encenação de ópera, de Sandra Faleiro, outro sucesso com eco significativo.

Uma dose-dupla com a “Mahagonny Songspiel” de Kurt Weill e em estreia absoluta da primeira ópera da compositora na Seara “Até que a morte nos separe” a partir do conto homónimo de Ana Teresa Pereira, filmada pela RTP e que será exibida na RTP2 por ocasião do Dia Mundial da ópera no próximo dia 25 de Outubro de 2021. Ainda proporcionou aulas de auto-descoberta vocal – Máquina Lírica, a gala de ópera “Alma em Fogo” com o tenor Mads Wighus. Atribui o Prémio Carlos de Pontes Leça, no valor e 1500 euros, no âmbito do concurso de ópera contemporânea – Maratona Ópera XXI – este ano dedicado à composição de árias, sob a tutoria do compositor António Chagas Rosa, ao compositor João Ricardo pela sua ária “Quando enganei os Deuses” e fechou em chave de ouro com a rave “operática “Mostra-me o Caminho do próximo Bar” onde juntou o mundo da ópera ao mundo pop, disco, rock e cabaret.

O Operafest Lisboa apostou na ópera do futuro e em novos criadores, maestros, compositores, músicos, actores e cantores, no talento nacional e em dinamizar o mercado operático português, cruzando experiência e sangue novo, na conquista de novos públicos e em trazer a ópera para mais próximo do público e do mundo de hoje! Não contou com um único estagiário ou voluntário não remunerado, dignificando o trabalho jovem ao pagar dignamente a todos os jovens, que em numerosa proporção tornaram possível o festival, com a sua entrega e energia transbordante. Dos cerca de 115 colaboradores nesta edição, 40% são jovens até 30 anos. Também se denomina um festival verde, reciclando os materiais da sua cenografia e figurinos, assim como a nível do lixo produzido evitando o desperdício.